sábado, 2 de abril de 2011

O sorriso

Um dia na grande noite do meu pensamento eu o vi. Era alegre, bonito e charmoso. Do lado de fora chovia uma chuva de sol e alegria. O sorriso que atrai o grande eco nas mais intensas profundezas da alma humana. Ela tinha ele. Ela tinha o belo sorriso magistral, esplêndido. Estive em busca desse monumento por um longo tempo. A noite e a lua são impulsionadoras de paixões e guerras, tais quais a bela boca daquela mulher. Por vezes perguntei-me se era real ou uma mera imagem formada pelo fruto do meu inconsciente. Como saber? Na verdade, o real e o irreal andam juntos assim como a loucura e a sanidade também. Mas uma coisa é certa: se não for real, por favor, não o digam. 

                                                              Assis, Sérgio ( Poesia e Crônica )
Dedico este pequeno poema à Jordânia Maria Martins, minha inspiradora e dona de um sorriso magistral, encantador e apaixonante.

domingo, 30 de janeiro de 2011

E tome BBB

É, infelizmente a Rede Globo de Televisão tem levado ao ar programas não muito educativos aos seus espectadores. No horário nobre, em vez de um bom programa educativo o que temos é o famoso BBB (Big Brother Brasil) na telinha dos reclames do plim plim. E haja festa, bebidas, danças eróticas e  futilidades. O que mais impressiona e faz algumas pessoas se questionarem é o fato dessa pessoa tão inteligente  e influente chamada Pedro Bial chamar os participantes do BBB de "heróis". Pessoas expostas em busca de um prêmio milionário e capazes de tudo para chegar à tão sonhada fama. Por isso, muitos brasileiros se perguntam: onde estão a moral e os bons costumes? É triste saber que existem ótimos programas de educação na TV Cultura no mesmo horário do programa global BBB e que muitos desconhecem. Quem conhece, por exemplo, o grande Jomard Muniz de Britto e suas obras? Tristemente observamos a degradação dos programas de boa qualidade em nosso país e é aí que nós indagamos: onde estão as autoridades brasileiras que não veem este tipo de coisa levadas à  nossa casa nas noites  de segunda a sexta-feira? Será que a nossas autoridades estão rendidas a uma empresa que fatura R$: 8.000,000, 00 (oito milhões de reais) em ligações telefônicas por cada  paredão formado a cada domingo? Sinceramente, acredito que grandes e  famosos jornalistas já mortos estão se virando na catacumba com o enegrecimento do potencial jornalístico brasileiro. Quatorze pessoas em uma casa durante 90 dias. Homens, mulheres, transexuais e homossexuais exibindo seus corpos e seus desejos mais profundos nas nossas frentes e fazendo que nossos filhos observem aquelas cenas. E o pior é saber que a audiência desses reality shows são altíssimas. Nós, defensores da moral e dos bons costumes devemos nos mover para tirar de circulação tipos de programas como esse que denigrem a imagem do povo brasileiro, povo esse que batalha o dia inteiro e chega em casa depois de 14, 15, 16 ou quiçá 17 horas de trabalho e deseja um programa de qualidade na sua TV. Estes sim, são verdadeiros heróis! Aquela mãe que trabalha e ainda assim encontra tempo para cuidar do seu filho à noite e pela madrugada. Aquele aposentado que vive miseravelmente com um salário mínimo depois de uma vida inteira de trabalho. Digam-me: por que essas pessoas não são chamadas de heróis? É duro observar que por cima de tudo isso, nós a massa, a ralé, a imundície percebemos que as pessoas convidadas para fazer parte desses reality shows são em sua maioria pessoas ricas e bem sucedidas. Por que será que os pobres e verdadeiramente heróis não tem voz nem vez em programas desse tipo. Por que esses programas não tentam melhorar a vida de quem não tem nada e só selecionam pessoas de posses? Queria achar essas respostas para o povo brasileiro. Aos fãs assíduos do programa, indico outras tarefas para se fazer no lugar de assistir o BBB. Que tal um bom encontro com Machado de Assis ou Ariano Suassuna? Ou ainda uma volta ao passado com Mozart e Beethoven? Isso engrandece nossos espíritos e nos deixa um pouco mais cultos! O Brasil tem que acordar para esse tipo de coisa, mas enquanto isso, temos de aguentar essas coisas e tome BBB.
                                                                                   
                                    (Autor: Assis, Sérgio: Crônicas e outras histórias)